Do que você se lembra quando te perguntam sobre a época da escola?
De questões de provas? Lições de casa? De acordo com a educadora Mariale Hardiman, com certeza não.
Ela defende que o que realmente marca nossa memória escolar são as horas lúdicas, onde aprendíamos através de música, arte e paródias.
Todo mundo tinha aquele professor que levava um violão para a sala de aula, criando paródias com os conteúdos, ou aquela “tia” que nos pedia para criar histórias divertidas sobre o que aprendemos, ou dava aquela dica de memorização inesquecível em forma de poesia ou rima.
Para provar seu ponto, ela resolveu fazer uma pesquisa com uma equipe
de alunos da universidade onde é reitora, a Johns Hopkins University
School of Education. O estudo consistia numa seleção de 20 turmas da
quinta série, divididas em dois estudos:
“Dividimos as vinte turmas em duas partes, uma seria
designada à aprender ciências de forma integrada com a arte, e outra
para aprender de forma convencional e tradicional. Ambas aprenderiam o
mesmo conteúdo e fariam as mesmas avaliações finais, além de terem a
mesma quantidade de horas para cada aula/atividade.”
O resultado foi exatamente o que Mariale e sua equipe esperavam: os
alunos que mais memorizaram o conteúdo (principalmente os que tinham
dificuldades com leitura e interpretação) foram os que estavam na parte
da turma que aprendeu ciências integrada à arte (confira aqui a pesquisa, em inglês).
A partir destes resultados, podemos listar algumas observações importantes para levar conosco na luta por uma educação melhor:
Por que arte?
Créditos: momitforward.com
1) A arte melhora o engajamento e a atenção dos alunos, logo, é algo essencial no currículo da escola
2) É importante ter professores bem preparados, com suporte teórico e
prático para ensinar de forma lúdica não só na aula de artes, mas em
todas as disciplinas
3) O desenvolvimento cognitivo em crianças advém de interações
sociais, com conhecimento contruído em conjunto com adultos que possam
mostrar outros mundos à elas, segundo o psicólogo Lev Vygotsky
(1896-1934). E nada mais social do que a própria arte!
4) Aliada à tecnologia, a arte pode se tornar uma experiência ainda
mais transformadora, pois supre à necessidade de materiais de qualidade
sobre o ensino da música
Ela
quer se tornar estrela de cinema e TV. Mas, como boa jovem da geração
Y, faz sucesso mesmo é na internet. Cacai Bauer é a primeira youtuber
brasileira com síndrome de Down e não tem a menor vergonha de expor sua
condição na rede social. Irreverente e bem-humorada, a baiana de 22
anos, que se inspira em celebridades digitais como Kéfera e Isaac do
Vine, posta vídeos semanalmente. Neles, promove sessões de perguntas e
respostas aos espectadores, divide sua história e faz dublagens com
paródias divertidas de funks. “Sou Diva”, a versão sem malícia do hit
“Bumbum Granada”, dos MCs Zaac e Jerry, por exemplo, já soma mais de 600
mil visualizações. “So-sou diva sim e daí / Beleza é o meu lema / O sol
nasceu para mim / Ser Down não é um problema”, canta. “Eu sou diva,
diva, diva, diva, diva, diva, sim / Eu sou gata, gata, gata, gata, gata,
gata-ta.” Em todas as postagens, a mensagem é clara: a missão da baiana
é combater o preconceito.
Como muitos bebês de sua geração, Cacai
recebeu uma sentença de desengano dos médicos no momento em que nasceu.
“Logo após o parto, mostraram que era uma menina e que estava tudo bem.
Senti alegria e alívio. Aí levaram Cacai para uma sala e não me falaram
nada sobre sua condição”, conta a mãe, a dona de casa Janaina Bauer, 43
anos. “Mais tarde, quando já estava no quarto, meu pai entrou chorando.
Depois, meu marido e minha mãe. A princípio, achei que fosse de emoção.
Mas a neonatologista que estava com eles disse que minha filha tinha
síndrome de Down. Na sequência, despejou que ela precisaria de muitos
tratamentos, teria uma vida limitada e que eu teria de viver para ela.
Foi um choque. A maneira com que a médica falou tudo isso foi cruel, não
consegui entender nada. Tanto que, quando levaram a bebê para o quarto,
olhei para o berço e voltei a assistir à TV. Só fui chorar em casa. A
ficha demorou uns três meses para cair.”
Cacai, no entanto,
contrariou as expectativas sombrias. “O momento mais emocionante das
nossas vidas foi quando ela conseguiu segurar um objeto pela primeira
vez. Estávamos brincando e dei uma escova de cabelo em suas mãos. Chorei
de alegria”, conta Janaina. Na época, Cacai tinha 6 meses e os manuais
de desenvolvimento dos bebês preveem que possam fazer isso aos 4. Logo
que começou a andar e falar, ao longo do primeiro ano de vida, a menina
se mostrou desenvolta. Desde pequena gosta de dançar e diz que vai ser
famosa. Fez aulas de teatro e, no ano passado, afirma que realizou o
grande sonho de sua vida: lançou um canal de vídeos no YouTube.
Em dezembro, já tinha 173 mil inscritos. “Não tem nada que deixe a
Cacai mais feliz do que ser reconhecida na rua e, agora, sempre que a
gente sai, alguém pede para tirar uma foto com ela”, conta a mãe.
Com
a audiência, o espaço tornou-se uma referência para famílias que
convivem com a síndrome ou com outros tipos de deficiência. Janaina diz
que recebe mensagens de todo o país com dúvidas e palavras de apoio.
“Sempre falo: nunca tratamos Cacai como coitadinha. Ela sabe que tem
Down, mas nem por isso se sente diferente dos irmãos Luiza, 18, e Caio,
14.”
Embora a maior parte dos comentários deixados pelos seguidores
seja encorajadora, a youtuber não está livre dos haters. Para
protegê-la, a família faz um filtro e edita as mensagens. “Apagamos as
muito agressivas”, afirma a mãe. Uma delas dizia que pessoas com
síndrome de Down deveriam morrer. “Os próprios fãs são os defensores”,
lembra. Um deles chegou a procurar os pais de um adolescente que postou
mensagens agressivas, que o obrigaram a se retratar publicamente. “Ela
nunca sofreu bullying, nem na escola regular. Essas mensagens da
internet são novidade”, diz Janaina.
“Outro dia leu que alguém a chamou
de feia e a reação foi bem a cara dela: disse que ia ignorar. A única
coisa que deixa Cacai realmente triste é ver eu e meu marido
discutindo”, garante a mãe.
O sucesso na internet elevou não
apenas a autoestima de Cacai como ajudou em seu desenvolvimento. “Ela
não tem muita noção temporal, é algo que precisamos trabalhar. Mas já
aprendeu que segunda-feira é dia de postar vídeo novo”, pontua Janaina.
Vaidosa, Cacai também começou a fazer dieta para se sentir mais bonita
nos vídeos. O cotidiano ainda inclui uma escola especial para jovens e
adultos – ela estudou em colégios regulares até o fim do Ensino
Fundamental. Foi lá que conheceu Tino, que tem paralisia cerebral e uma
leve deficiência intelectual, com quem namora há um ano. “Eles só pegam
na mão um do outro, a relação é superinocente”, afirma Janaina.
Mudança de paradigma
Vários
jovens, como Cacai, estão rompendo com os prognósticos que receberam no
nascimento e que ainda fazem parte do imaginário que se tem sobre a
síndrome de Down. Ela é uma alteração genética causada por um erro na
divisão celular. Em vez de dois cromossomos 21, os Downs possuem três.
Isso resulta em olhos amendoados, baixo tônus muscular e deficiência
intelectual – além de maior probabilidade de complicações como
cardiopatia, problemas auditivos e hipotireoidismo. Com o avanço no
conhecimento, as intervenções passaram a ser feitas cada vez mais cedo e
a expectativa de vida cresceu de 25 anos (até os anos 70) para mais de
60 nas últimas três décadas.
Cozinho de tudo, mas massas e risotos são a minha especialidade” Pedro Brandão Carrera, 21 anos
A
geração de Cacai teve a sorte de vir ao mundo num momento em que os
benefícios de estimulação precoce já eram comprovados pela ciência e que
celebridades e novelas passaram a tratar do assunto publicamente. No
Brasil, o marco da revolução aconteceu em 2006, quando a TV Globo exibiu
a novela "Páginas da Vida", que trazia Clarinha, uma menina com Down.
Quase ao mesmo tempo, o então jogador de futebol Romário, hoje senador
pelo PSB do Rio de Janeiro, fez diversas aparições na mídia com a filha,
Ivy, que também tem Down, e passou a militar pela causa. “Foi aí que a
sociedade percebeu que a síndrome não é o fim do mundo”, diz Estefânia
Lima, membro do Grupo de Trabalho de Inclusão do Instituto Alana. No
mesmo ano, a ONU organizou a primeira Convenção sobre os Direitos de
Pessoas com Deficiência em Nova York. O evento ratificou a importância
de mudar a abordagem. “O tratamento passou de médico para social”, diz
Estefânia. “Antes, a ideia era a de que havia um ‘defeito’ a ser
corrigido. Hoje, não mais. Focamos nas barreiras que precisam ser
quebradas e nas adequações pelas quais a sociedade precisa passar.”
Geração Millennial
O
paulistano Pedro Brandão Carrera, 21 anos, também descobriu nas redes
sociais uma forma de divulgar o que aprendeu na faculdade de
gastronomia. Começou mostrando no Facebook o passo a passo de alguns
pratos e, recentemente, criou o canal Comidinhas do Pepê no YouTube.
“Gosto de cozinhar de tudo, mas massas e risotos são minha
especialidade”, diz o chef. Mas isso se tornou apenas um passatempo.
Pedro acabou de ser contratado por um dos bares mais tradicionais da
Zona Oeste de São Paulo, como assistente de cozinha. Ele já havia feito
estágio em dois restaurantes quando soube por um amigo que o Pirajá
inauguraria uma unidade e mandou um currículo. Deu certo. Ficou tão
feliz que, às voltas com a abertura da primeira conta bancária, passou a
dizer onde vai empregar o salário. “Quero casar, ter dois filhos e
pagar as contas da casa”, afirma.
Nascido em uma família que
batalhou por sua inserção, cresceu rodeado de crianças que não tinham
Down. Estudou na Escola da Vila, conhecida pela postura progressista e
pelo trabalho de inclusão.
Pedro rendia bem e tinha uma porção de
amigos. Os problemas surgiram na adolescência, quando ele começou a se
interessar pelas meninas da classe. “Ele só ficava com uma delas, que
também tinha Down, mas não se conformava com isso. Virou uma questão”,
afirma a mãe, a pediatra Ana Claudia Brandão, de 51 anos . Por isso,
engajou-se em um grupo com viés terapêutico, focado na síndrome, onde
eram discutidos temas como empoderamento, formas de estimular a
independência, sexualidade e uso das redes sociais. “Falavam que Pedro
seria meu eterno companheiro, mas nunca aceitei essa ideia. Lutei para
que ele tivesse autonomia e vida própria”, diz Ana Claudia. “Sempre
desejei que fosse querido e tivesse grandes amizades. Por isso, fazia
questão de ser ‘arroz de festa’ e o levava todas as vezes que
convidavam.”
Fiquei muito feliz em ser modelo de uma campanha”
Samanta Quadrado, 28 anos
A
surpresa aconteceu quando a escola alegou que o Ensino Médio seria
complexo demais e Pedro – além de outros dois jovens Down – não poderia
continuar. Apesar da insistência das famílias, a questão só foi
pacificada com a interferência do Ministério Público, que entendeu que
negar matrícula seria ilegal. “Houve muita conversa. Mas o mais difícil
foi ter de lidar como se fosse uma briga”, lembra a diretora da escola,
Vania Marincek. “No primeiro momento, não conseguimos pensar em como
viabilizar a continuidade e propusemos que frequentassem a escola, mas
não todos os dias, nem que ficassem o tempo todo em sala de aula.” Vania
explica que o impasse aconteceu porque os três foram os primeiros com
deficiência intelectual a concluírem o Ensino Fundamental no local.
Pedro teve dificuldades no novo ciclo, mas com abordagens diferenciadas
não desistiu e se esforçou até concluir os estudos. Acabou abrindo as
portas para outros jovens seguirem o mesmo caminho. No meio do ano
passado, formou-se em gastronomia no Senac. Concluiu o curso de dois
anos em dois anos e meio, com a ajuda de uma tutora, fazendo provas
orais e com conteúdo adaptado à sua capacidade de compreensão. “Foi mais
difícil do que imaginávamos”, diz a mãe.
A importância da educação
A
bandeira da inclusão, empunhada pelas famílias a partir do final da
década de 1980, abriu espaço para que crianças, jovens e adultos
deixassem de ficar confinados em casa. Mas foi só a partir de 2006, com a
Convenção da ONU, que foi pacificado no meio jurídico o entendimento de
que a matrícula em escolas comuns no Brasil se tornou obrigatória, e
não apenas preferencial, conforme se costumava interpretar da
Constituição. “A legislação brasileira está entre as mais modernas do
mundo”, diz a procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga, autora
do livro Direito das Pessoas com Deficiência – Garantia de Igualdade na
Diversidade. Ela lembra que, além de ser compulsório qualquer escola
acolher alunos com deficiência intelectual, o Supremo Tribunal Federal
decidiu, em 2015, que as particulares não podem cobrar taxas extras.
Ainda assim, os entraves são grandes. “É praxe colégios não recusarem a
matrícula, mas dizerem: ‘Se fosse você, não colocaria seu filho aqui.
Não estamos preparados para recebê-lo’”, alerta Eugênia.
Os pais
de Bruno Lowenthal Kignel, de 23 anos, também desbravaram caminhos.
“Optamos por olhar para o mundo de possibilidades e não para o carimbo
no rosto”, lembra a mãe, a dentista Rosane Lowenthal, 50. Entre as
oportunidades, Bruno encontrou-se no esporte. Foi o primeiro a aprender
a bater as perninhas na natação e entrou para o time de polo aquático
do Clube Hebraica, em São Paulo. Primeiro como jogador, depois como
assessor do técnico. “Como o polo é um jogo agressivo, ele entrava nas
partidas mais fáceis. Começou a assessorar o técnico porque ficava no
banco”, afirma Rosane. Bruno não se incomodou com a função. “Meu ponto
forte é a educação física”, diz o rapaz.
“Fui campeão paulista e
brasileiro com o treinador. Também viajei para competições em Israel,
Espanha e Uruguai.” São-paulino de coração, acompanha o time pela
internet. Entre as biografias que leu, estão a do técnico de vôlei
Bernardinho, a do ex-jogador de futebol Casagrande e a do ex-tenista
Gustavo Kuerten.
Meu ponto forte é o esporte. Fui até campeão brasileiro” Bruno Kignel, 23 anos
A
inclinação para o esporte o levou a estudar educação física na
Universidade Paulista (Unip). Deve concluir o curso, que dura quatro
anos, em seis. Conta com o apoio de uma tutora e de provas adaptadas.
Foi contratado pela Hebraica como estagiário. “Ele tem muitos amigos”,
diz Rosane. Se vive alguma situação de exclusão ou preconceito, sai dela
sozinho. Na adolescência, começou a frequentar baladas onde passou a se
interessar por meninas que não tinham síndrome de Down.
“Bruno sempre
gostou de dançar, de música. Um dia não quis mais sair à noite. Mais
tarde entendi que era porque as meninas não queriam ficar com ele”.
Hoje, Bruno encontra os amigos nos esquentas das baladas e volta para
casa sozinho. Está namorando Amanda, que também tem Down.
Assim
como os pais de Bruno, os de Samanta Quadrado, 28 anos, preferiram não
pensar nas limitações quando ela nasceu. “Foi como se abrissem um buraco
e fôssemos até o fundo. Foi doído, comparações eram inevitáveis”,
recorda a mãe, a dona de casa Denise Pacífico, de 52 anos, de São Paulo.
“Mas conseguimos nos reerguer. Corremos atrás de estimulação precoce,
escolinha, nutricionista.” A infância não foi fácil. “Ela não teve
amigos e brincava basicamente com adultos e familiares”, diz a mãe. Com
todas as dificuldades, Samanta aprendeu a ler e a fazer dança do ventre.
Trabalhou em escritório, loja e editora. No ano passado, realizou um
sonho: foi modelo da campanha #DonaDessaBeleza, da Avon, que valoriza a
diversidade. “Fiquei tão feliz em participar!”, conta.
Ela teve a
primeira experiência na mídia como integrante do filme "Colegas", que
conta as aventuras de três jovens com Down, e se apaixonou por um deles,
o judoca Breno Viola, que também tem a síndrome. No set, fez amizade
com a equipe e deu um jeito de ser convidada para um jantar onde ficou
cara a cara com Breno. Deram o primeiro beijo. O namoro dura quatro
anos. Os planos? “Esse é um assunto sério”, diz Samanta. “Estamos
pensando em casar e morar sozinhos no Rio”, onde vive a família do
namorado. Um sonho de muitos jovens, mas que, para ela, tem sabor
especial de vitória.
Extraído: http://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2017/01/revolucao-e-down-jovens-rompem-barreiras-do-mercado-e-derrubam-o-preconceito.html Beleza: Carlos Rosa (capa mgt) / Produção-executiva: Vandeca Zimmermann
Nota:
O artigo teve inserção de 2 parágrafos novos em 18/11/2016, procurando
adequar-se às publicações do site da Sociedade Brasileira de
Neuropsicopedagogia.
INTRODUÇÃO
Novo século, novas
mudanças, novos desafios, não se pode olhar mais a educação com uma perspectiva
de educação inclusiva, pois ela já está inserida neste contexto. Nossos olhares
devem se voltar em como atender melhor a todos os indivíduos dentro do ambiente
escolar, através de práticas de ensino que melhor se adequam a cada um.Ter a clareza que os
conteúdos são comuns a todos, mas a metodologia de trabalho deve estar pautada
em práticas que contemplem o indivíduo como seres únicos, capazes de aprender
independente de suas limitações.
A educação,
mesmo que num primeiro olhar não pareça, sempre está ligada a mudanças, a
reorganizações, a reaprendizagens, a novos olhares. Na mesma proporção que o
mundo vem se transformando, a educação também se encontra em constantes buscas.
Os cursos voltados à área educacional têm significativos avanços; profissionais
da área buscam, na medida do possível, constantes atualizações. A educação
continuada destes indivíduos cada vez mais tem se intensificando, pois não
basta apenas ter o conhecimento, se faz necessário profissionais que saibam
interagir com o mesmo.
Um dos grandes
referenciais da mudança educacional da última década, não traz nenhum nome de
teórico específico, mas sim, está pautado nos avanços neurocientíficos, representados
pela palavra “Neurociências”, que conforme Herculano-Houzel (2004), ainda é uma
ciência nova, tendo em torno de 150 anos, mas que a partir da década de 90 alcançou
um maior auge e vem proporcionando mudanças significativas na forma de perceber
o funcionamento cerebral. Estes avanços ocorreram devido a neuroimagem, ou
seja, o imageamento do cérebro.As contribuições
provindas das Neurociências despertaram interesse de vários seguimentos e entre
estes a Educação, no sentido da maior compreensão de como se processa a
aprendizagem em cada indivíduo.
Para maior
entendimento deste processo, se faz necessário que os profissionais envolvidos tenham
bem claro que as ações comportamentais de seus educandos provêm de atividades
cerebrais dinâmicas e que os conhecimentos das neurociências contribuem para
que sejam elaboradas atividades que desenvolvam tais funções. Dentro dessa abordagem,
se procurará mostrar o que é Neurociências, suas possíveis contribuições para a
área educacional, bem como a contextualização da Neuropsicopedagogia e sua
relação com o processo ensino-aprendizagem.
"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena Acreditar no sonho que se tem Ou que seus planos nunca vão dar certo Ou que você nunca vai ser alguém Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar."💚-Legião Urbana